quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Ácido


Minhas costelas se contorciam contra a sua barriga,

sua língua dura perfurava minha boca,

engolindo doses cavalares de saliva goela adentro.

Minhas mãos cegas buscavam com

tanta ânsia enxergar o teu corpo que

se perdiam dentro das tuas entranhas.

Cravadas minhas unhas no teu glúteo

sentia sua pulsação pela ponta dos meus dedos,

te forçando para dentro de mim, enquanto

você me corroia como ácido.

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